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Vencedor do Prémio Leya 'Não há pássaros aqui' publicado na terça-feira

Relações entre pais e filhos, traumas de infância e seus reflexos na vida adulta, solidão e alcoolismo, tudo isto está no romance "Não há pássaros aqui", de Victor Vidal, vencedor do Prémio Leya 2023, que será publicado na terça-feira.

<p> <audio class="audio-for-speech" src="">&nbsp;</audio> </p> <div class="translate-tooltip-mtz translator-hidden"> <div class="header"> <div class="header-controls"> <p>Oprimeiro livro do professor e historiador de arte brasileiro Victor Vidal, que escreve h&aacute; muitos anos, mas nunca tinha tido coragem de revelar o seu trabalho, &eacute; um romance que lan&ccedil;a uma reflex&atilde;o sobre como aquilo que se vive na inf&acirc;ncia determina a vida adulta e como as pessoas tendem a reproduzir comportamentos que presenciam, mesmo quando friamente os condenam.</p> <p>&quot;N&atilde;o h&aacute; p&aacute;ssaros aqui&quot; narra a hist&oacute;ria de uma mulher que recebe uma chamada telef&oacute;nica sobre a m&atilde;e, com quem n&atilde;o tem boas rela&ccedil;&otilde;es h&aacute; muito, a dar conta do seu desaparecimento na sequ&ecirc;ncia de uma s&eacute;rie de esc&acirc;ndalos no bairro, entre os quais o suposto sequestro de uma crian&ccedil;a.</p> <p>Apesar de ter jurado que n&atilde;o voltaria &agrave; casa da mulher que lhe infligiu todo o tipo de viol&ecirc;ncia, a protagonista, de nome Ana, n&atilde;o consegue ficar indiferente e regressa &agrave; casa da inf&acirc;ncia para perceber o que se passou.</p> <p>Esta &eacute; a premissa da hist&oacute;ria, que nasceu de uma viagem que o autor fez a Amesterd&atilde;o, onde visitou e conheceu a casa em que Anne Frank se escondeu com a fam&iacute;lia durante a Segunda Guerra Mundial, contou o autor &agrave; Lusa, por ocasi&atilde;o da atribui&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;mio, em novembro do ano passado.</p> <p>&quot;Conhecer aquela casa e ver onde as pessoas se esconderam teve um forte impacto em mim e comecei a pensar na necessidade de esconder, nos traumas de inf&acirc;ncia e em esconderijos&quot;, revelou.</p> <p>Quando chega ao apartamento da m&atilde;e, o que Ana encontra &eacute; bastante intrigante: lixo por toda a parte, pegadas de lama, m&oacute;veis destru&iacute;dos, garrafas vazias amontoadas no caixote, descreve a sinopse do livro.</p> <p>Enquanto se interroga sobre o que ter&aacute; sido a vida da m&atilde;e (Andrea) desde o dram&aacute;tico acontecimento que marcou as duas para sempre, Ana empreende uma dolorosa viagem &agrave;s mem&oacute;rias da inf&acirc;ncia, que incluem uma m&atilde;e desequilibrada e alco&oacute;lica que tem um relacionamento conturbado com um homem perigoso.</p> <p>As mem&oacute;rias da protagonista levam-na tamb&eacute;m a um rapaz fr&aacute;gil que na inf&acirc;ncia a fez c&uacute;mplice dos seus traumas e, por via das afinidades, se tornou o seu &uacute;nico amigo, a quem ela agora, muitos anos depois, acaba por pedir ajuda.</p> <p>Victor Vidal venceu por unanimidade o Pr&eacute;mio Leya, no valor de 50 mil euros, no dia 14 de novembro, uma not&iacute;cia que o apanhou de surpresa, a ler um livro, de manh&atilde;, a seguir ao pequeno-almo&ccedil;o.</p> <p>Al&eacute;m da surpresa, sentiu-se emocionado porque foi a primeira vez que ganhou coragem para mostrar o seu trabalho.</p> <p>Na altura, contou que o fator desbloqueador desse receio foi o facto de pela primeira vez ter sentido &quot;que o texto tinha algo de importante&quot; para si e para quem o lesse.</p> <p>&quot;N&atilde;o h&aacute; p&aacute;ssaros aqui&quot; destacou-se entre 907 obras candidatas de 14 pa&iacute;ses, naquela que foi a edi&ccedil;&atilde;o mais concorrida de sempre, sendo Portugal, Brasil, Angola e Mo&ccedil;ambique os pa&iacute;ses de onde vieram mais originais.</p> <p>Na opini&atilde;o do j&uacute;ri do pr&eacute;mio, este romance destacou-se pela &quot;coer&ecirc;ncia da escrita correntia, t&atilde;o adequada &agrave; inser&ccedil;&atilde;o de uma hist&oacute;ria invulgar, de grande viol&ecirc;ncia e de segredos escondidos na aparente banalidade do quotidiano&quot;.</p> <p>Igualmente valorizado foi &quot;o acerto da an&aacute;lise psicol&oacute;gica, tanto no resgate da mem&oacute;ria da inf&acirc;ncia, quanto perante os acontecimentos mais brutais das rela&ccedil;&otilde;es familiares (em particular entre filha e m&atilde;e)&quot;.</p> <p>O j&uacute;ri sublinhou ainda que a escrita tem sempre presente &quot;a materialidade do corpo e as diferentes formas de o dizer e de o ferir&quot;, ao mesmo tempo que os mist&eacute;rios se v&atilde;o desvendando &quot;com a mesma for&ccedil;a com que no fim a pintura reveladora, mas dilacerante, tem de ser destru&iacute;da&quot;.</p> <p>Editado pela Leya, o romance vai estar dispon&iacute;vel nas livrarias a partir do dia 25 de junho.</p> <p>Leia Tamb&eacute;m:&nbsp;<a href="https://www.noticiasaominuto.com/cultura/2583654/dulce-pontes-atua-sabado-em-madrid-em-celebracao-de-35-anos-de-carreira" target="_blank">Dulce Pontes atua s&aacute;bado em Madrid em celebra&ccedil;&atilde;o de 35 anos de carreira</a></p> </div> </div> </div> <p>&nbsp;</p>

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