A Nvidia, fundada em 1993 por Jensen Huang, Chris Malachowsky e Curtis Prien, nasce numa cafetaria de San José (EUA) e hoje, 31 anos depois, alcançou o topo e é uma das '7 magníficas' ações da bolsa nova-iorquina
<p> <audio class="audio-for-speech" src=""> </audio> </p> <div class="translate-tooltip-mtz translator-hidden"> <div class="header"> <div class="header-controls"> <p>Em 18 de junho, a Nvidia ultrapassou a Microsoft como a empresa cotada mais valiosa de Wall Street, ao atingir três biliões de dólares, tendo depois caído nos dias seguintes.</p> <p> </p> <p>Os seus 'chips' são utilizados para alimentar muitas aplicações de inteligência artificial (IA) e isso tem tido impacto no seu desempenho bolsista.</p> <p>Chris Miller, autor da "A Guerra dos Chips", relata a história da tecnológica que acabou por dominar o mercado de processadores gráficos.</p> <p>A Nvidia "teve a suas origens humildes não num café da moda em Palo Alto, mas num Denny's", uma cadeia norte-americana de restaurantes tipo cafetaria, normalmente localizadas em estações de serviço, "numa zona problemática de San José", relata Miller.</p> <p>Huang, que é o presidente executivo (CEO), nasceu em Taiwan, mas mudou-se em criança para o Kentucky e trabalhou para a LSI, fabricante de 'chips' de Silicone Valley.</p> <p>"O primeiro conjunto de clientes da Nvidia -- companhias de vídeo e videojogos -- podiam não parecer o paradigma da sofisticação, mas a empresa apostou que o futuro dos gráficos estaria na produção em 3D de imagens complexas", refere Chris Miller.</p> <p>A Nvidia desenhou os 'chips' chamados GPU (Unidades de Processamento Gráfico), capazes de processar gráficos 3D, mas também um ecossistema de 'software' à volta dos mesmos.</p> <p>Comparativamente à concorrência, os 'chips' da Nvidia são muito rápidos, o que numa altura em que a IA está no cerne do desenvolvimento tecnológico é um fator diferenciador.</p> <p>Tem havido uma postura insaciável pelos 'chips' da Nvidia para alimentar aplicações de IA, o se traduziu na sua "super valorização" na bolsa de Nova Iorque, trazendo alguns receios sobre uma eventual bolha de mercado.</p> <p>No entanto, o seu potencial não tem assustado os investidores e neste momento está no restrito grupo das '7 magníficas' acções: Alphabet, Amazon, Apple, Meta Platforms, Microsoft, Nvidia e Tesla.</p> <p>De acordo com os analistas, a empresa de semicondutores traz a possibilidade de um crescimento contínuo, à medida que inaugura uma nova era que irá refazer a economia.</p> <p>Com sede em Santa Clara, a 75 quilómetros a sul de San Francisco, a tecnológica iniciou os primeiros passos com a japonesa Sega. Posteriormente começaram as primeiras alianças com a Microsoft, que escolheu a Nvidia para desenhar as placas gráficas da consola Xbox no início do século XXI.</p> <p>Em 2001, a tecnológica entra no S&P 500, convertendo-se na empresa de semicondutores que mais rápido alcançou os 1.000 milhões de dólares de receitas.</p> <p>Em 2005 anunciava que estava a desenvolver processadores para a PlayStation 3 da Sony e, posteriormente, os GPU que se adaptavam às necessidades de fabricantes como a Apple - com o seu MacBook - e para as 'tablets' Android que marcaram a década seguinte.</p> <p>A IA generativa veio a acelerar o seu crescimento. Por exemplo, o ChatGPT, da OpenAI, utiliza os 'chips' da Nvidia desde 2022.</p> <p> </p> <p>Leia Também: <a href="https://www.noticiasaominuto.com/economia/2586274/recuperacao-da-nvidia-aguenta-bolsa-de-nova-iorque-na-abertura" target="_blank">Recuperação da Nvidia aguenta bolsa de Nova Iorque na abertura</a></p> </div> </div> </div> <p> </p>