E-Learning
  • Para Mais Informações!
  • +258 87 30 30 705 | 84 63 21 734
  • info@edu-tech-global.com
Mais de 50 mil alunos estudam ao “ar livre” na província de Maputo

Mais de 50 mil alunos do ensino primário, na província de Maputo, estudam ao ar livre, sentadas no chão.

<p>&nbsp;O problema faz com que mais crian&ccedil;as com doen&ccedil;as respirat&oacute;rias deem entrada nas unidades sanit&aacute;rias, devido &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o ao frio. A Direc&ccedil;&atilde;o Provincial da Educa&ccedil;&atilde;o prev&ecirc; at&eacute; finais deste ano construir mais 100 salas de aulas.</p> <p>Estudar numa sala de aulas, sentado na carteira, &eacute; o sonho de Lu&iacute;s In&aacute;cio, aluno da 6a classe da Escola Prim&aacute;ria de Malhampsene, no munic&iacute;pio da Matola. Enquanto isso n&atilde;o acontece, o menor e os seus colegas assistem aulas nas sombras das &aacute;rvores.</p> <p>&ldquo;Gostaria que a escola tivesse salas suficientes para todos os alunos para que nenhum de n&oacute;s estude fora. &Eacute; muito cansativo estudar desta forma porque temos apanhado muita poeira. Aqui estamos expostos, sem paredes para nos proteger&rdquo;, disse Lu&iacute;s In&aacute;cio.</p> <p>Os alunos assistem as aulas sentados no ch&atilde;o durante pelo menos cinco horas, nos dias &uacute;teis da semana. O resultado, segundo contaram ao &ldquo;O Pa&iacute;s&rdquo;, &eacute; dor nas costas.</p> <p>&ldquo;As minhas costas doem todos os dias. Quando chego a casa geralmente o meu uniforme est&aacute; muito sujo e a minha pasta tamb&eacute;m&rdquo;, lamentou Cesaltino Arnaldo, aluno da 6a classe.</p> <p>Na Escola Prim&aacute;ria h&aacute; 35 turmas que ainda estudam ao relento porque as salas de aula n&atilde;o s&atilde;o suficientes para todos os alunos.</p> <p>Para tentar evitar o contacto directo com a areia, nas suas pastas, al&eacute;m do material escolar os alunos devem carregar capulanas.</p> <p>&ldquo;Quem n&atilde;o tem a capulana deve sentar na areia. Os que t&ecirc;m, quando chegam a escola, depois de varrer, estendemos as nossas capulanas. Quando vamos para casa, sacudimos e levamos para lavar porque sa&iacute;mos daqui muito sujos&rdquo;, explicou Manuela Ubisse, aluna da Escola Prim&aacute;ria da Matola &ldquo;A&rdquo;, onde h&aacute; 12 turmas que estudam ao ar livre.</p> <p>Porque n&atilde;o h&aacute; carteiras, os alunos devem apoiar-se no joelho ou inventar posturas para escrever.</p> <p>&ldquo;O aproveitamento dos alunos n&atilde;o chega a ser o esperado, isto porque a pr&oacute;pria caligrafia do aluno n&atilde;o &eacute; boa, uma vez que eles sentam no ch&atilde;o. A maneira de copiar n&atilde;o se assemelha a de quem est&aacute; sentado na carteira&rdquo;, explicou a professora Helena Alberto, que acrescentou que o problema, tem desafiado os professores a adoptarem medidas com vista a prender a concentra&ccedil;&atilde;o dos alunos.</p> <p>&ldquo;A todo o momento devemos chamar aten&ccedil;&atilde;o aos alunos, criando actividades para que estes possam se concentrar. Aqui fora, qualquer coisa distrai a crian&ccedil;a, por isso mesmo defendemos que uma crian&ccedil;a aprende melhor no interior de uma sala de aulas&rdquo;.</p> <p>Al&eacute;m do processo de ensino e aprendizagem comprometido, est&aacute; tamb&eacute;m em causa a sa&uacute;de.</p> <p>Os alunos queixam-se de doen&ccedil;as respirat&oacute;rias, devido a temperaturas baixas que se registam &agrave;s primeiras horas do dia.</p> <p>&ldquo;Com este frio sofremos muito, sa&iacute;mos de casa muito cedo e sentido frio, chegamos aqui e estudamos fora, sentados no ch&atilde;o, n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil para n&oacute;s. Temos tido gripes, tosse e outras doen&ccedil;as&rdquo;, lamentou Manuela Ubisse.</p> <p>Facto confirmado pelo sector da sa&uacute;de, que fala de pelo menos 2 600 crian&ccedil;as dos 6 aos 15 anos, que deram entrada nas unidades sanit&aacute;rias do distrito da Matola, s&oacute; em tr&ecirc;s meses, por doen&ccedil;as associadas a exposi&ccedil;&atilde;o ao frio. Da&iacute; que, Am&eacute;lia Tembe fala de refor&ccedil;o das medidas para proteger as crian&ccedil;as.</p> <p>&ldquo;As crian&ccedil;as as primeiras horas devem ser devidamente agasalhadas. &Eacute; importante que sempre tenham goros, cachecol, luvas, camisolas e meias em tempos de frio, para protege-las&rdquo;, disse Am&eacute;lia Tembe, directora distrital da Sa&uacute;de na Matola.</p> <p>Na prov&iacute;ncia de Maputo, h&aacute; pelo menos 54 000 alunos que estudam ao ar livre.</p> <p>&ldquo;N&oacute;s usamos o termo turma ao ar livre para nos referir a aquelas, cujos alunos n&atilde;o t&ecirc;m salas para assistir as aulas e por conta disso estudam nas sombras de &aacute;rvores. Neste momento contamos com 888 turmas nesta situa&ccedil;&atilde;o em toda a prov&iacute;ncia de Maputo&rdquo;, explicou Jos&eacute; Lu&iacute;s, porta-voz da direc&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o naquele ponto do pa&iacute;s.</p> <p>O problema &eacute; mais agravante no distrito da Matola, com 618 turmas ao relento, seguido de Marracuene com 76 turmas e distrito da Manhi&ccedil;a com 68 turmas ao ar livre.</p> <p>Para minimizar o problema, a Direc&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o da prov&iacute;ncia de Maputo avan&ccedil;ou que est&aacute; prevista para este ano, a constru&ccedil;&atilde;o de pelo menos 100 salas de aulas at&eacute; o m&ecirc;s de Dezembro, das quais 15 j&aacute; foram conclu&iacute;das.</p> <p>&nbsp;</p> <p>Fonte:&nbsp;https://opais.co.mz/mais-de-50-mil-alunos-estudam-ao-ar-livre-na-provincia-de-maputo/</p>

Tags:
Partilhar: