Tecnologia desenvolvida pela Amazon tinha o objetivo inicial de evitar acidentes e prever riscos de segurança mas acabou por ser, alegadamente, utilizada para "maximizar publicidade e vendas a retalho".
<p> <audio class="audio-for-speech" src=""> </audio> </p> <div class="translate-tooltip-mtz translator-hidden"> <div class="header"> <div class="header-controls">Translator</div> <div class="header-controls"> </div> <div class="header-controls"> </div> </div> <div class="translated-text"> <div class="words"> </div> <div class="sentences"> </div> </div> </div> <p>Milhares de passageiros do metro de Londres, no Reino Unido, foram observados e analisados sem o seu consentimento durante pelo menos um ano através de sistemas de inteligência artificial (IA) alimentados por câmaras de vigilância.</p> <p> </p> <p>O reconhecimento facial implementado, conta o <a href="https://elpais.com/ciencia/2024-06-17/camaras-con-ia-en-el-metro-de-londres-captan-el-estado-emocional-de-los-viajeros.html">El País</a>, permitia não só detetar o sexo e a idade dos passageiros como os seus estados emocionais, com a finalidade de oferecer a estes uma espécie de publicidade personalizada. A tecnologia terá sido desenvolvida pela empresa Amazon.</p> <p>O caso foi divulgado pelo site de tecnologia <a href="https://www.wired.com/story/amazon-ai-cameras-emotions-uk-train-passengers/?bxid=5e4c141440f86672cf3b8ea3&bxid=5e4c141440f86672cf3b8ea3&cndid=60118957&cndid=60118957&esrc=Homepage&esrc=Homepage&hasha=50a42302e91cf6e6bfe19f4735649d44&hasha=50a42302e91cf6e6bfe19f4735649d44&hashb=8d1fcda03279904a8d4cb2871d1783209b470a44&hashb=8d1fcda03279904a8d4cb2871d1783209b470a44&hashc=1c1a564e1a1014c7d5b0dabc8e4b4af201cbfa6d167bb5f5c4323202715daa23&hashc=1c1a564e1a1014c7d5b0dabc8e4b4af201cbfa6d167bb5f5c4323202715daa23&source=Email_0_EDT_WIR_NEWSLETTER_0_DAILY_ZZ&source=Email_0_EDT_WIR_NEWSLETTER_0_DAILY_ZZ&utm_brand=wired&utm_brand=wired&utm_campaign=aud-dev&utm_campaign=aud-dev&utm_content=WIR_Daily_061724&utm_content=WIR_Daily_061724&utm_mailing=WIR_Daily_061724&utm_mailing=WIR_Daily_061724&utm_medium=email&utm_medium=email&utm_source=nl&utm_source=nl&utm_term=WIR_Daily_Active&utm_term=WIR_Daily_Active">Wired</a>, que teve acesso aos documentos obtidos pela organização de defesa dos direitos e liberdades civis Big Brother Watch. Através de um pedido feito ao abrigo da Lei da Liberdade e Informação, esta ONG teve acesso a toda a documentação relativa aos testes realizados – pelo menos desde abril de 2023 – em oito estações da rede suburbana da capital britânica, entre as quais Euston, Waterloo e Manchester Picadilly.</p> <p>Os testes terão sido realizados sob supervisão da Network Rail, a empresa pública que gere e possui a maior parte da rede ferroviária do Reino Unido.</p> <p>O objetivo inicial do projeto era desenvolver um sistema de deteção de possíveis acidentes, riscos de segurança ou atos criminosos e de vandalismo. Contudo, a Big Brother Watch descobriu que as imagens captadas pelas câmaras estavam, em alguns casos, a ser apenas utilizadas para recolher elementos com "características demográficas" que permitiam "maximizar a publicidade e as vendas a retalho".</p> <p>"A implantação e normalização da vigilância através de IA em espaços públicos, sem qualquer consulta ou debate prévio, é um passo muito preocupante", sublinhou o diretor de pesquisa da ONG, Jake Hurfurt, à Wired.</p> <p> </p> <p>Leia Também: <a href="https://www.noticiasaominuto.com/tech/2582293/dona-do-snapchat-lanca-ferramenta-de-ia-para-melhorar-efeitos-visuais" target="_blank">Dona do Snapchat lança ferramentas de IA para melhorar efeitos visuais</a></p>