O Governo e parceiros de cooperação lançaram na passada quinta-feira, 6 de Abril, em Cabo Delgado, a primeira fase do projecto de reconstrução e reabilitação de escolas destruídas pelos terroristas, tendo em conta a normalização da situação de segurança.
<p>Segundo o jornal <em>notícias</em>, as obras, financiadas pelo Ministério de Economia e Finanças e pelo Banco Mundial, deverão servir milhares de crianças, adolescentes, jovens e adultos que estudam ao relento e sentados no chão, comprometendo a qualidade do ensino e aprendizagem.</p> <p>Os trabalhos estão a ser levados a cabo pelo escritório das Nações Unidas para Serviços e Projectos (UNOPS), nos distritos de Ancuabe, Balama, Chiúre, Metuge, Mecúfi, Meluco, Montepuez e Namuno.</p> <p>As intervenções integram a reconstrução e reabilitação de 163 salas de aula, 16 blocos administrativos, 86 residências para professores, sanitários, bibliotecas, salas de informática, espaços para alfabetização e educação de jovens e adultos.</p> <p>O governador de Cabo Delgado, Valige Tauabo, referiu, no lançamento do projecto, que na aldeia de Ntokota, distrito de Metuge, as obras contemplarão inicialmente dez salas de aula e outras infra-estruturas cruciais para criar condições sociais para a população deslocada, acolhedora e retornada.</p> <p>O dirigente recordou que, desde Outubro de 2017, a província está a ser afectada pelo terrorismo, situação que obrigou muitas famílias a se deslocarem das zonas de origem para outras tidas como seguras.</p> <p>“Nas suas incursões, os terroristas destruíram 98 escolas, 319 salas, 53 blocos administrativos, 23 residências de professores e cinco edifícios dos Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia”, revelou Valige Tauabo.</p> <p>O governante realçou que, com a intervenção das Forças de Defesa e Segurança (FDS), da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), do Ruanda e locais, a situação de segurança tende a normalizar-se, dando lugar à reconstrução de infra-estruturas socioeconómicas, salientando ainda que o lançamento do Plano de Reconstrução de Cabo Delgado (PRCD) é um marco importante para a população local, porque vai promover o desenvolvimento de Ntokota e outras zonas abrangidas.</p> <p>“Estas infra-estruturas vão contribuir, num futuro breve, para a formação dos homens do futuro, por forma que ganhem capacidades e ferramentas para fazerem a diferença nas comunidades onde estão inseridos”, encorajou Valige Tauabo.</p> <p>Por seu turno, para a representante do UNOPS, Malgorzata Malak, o Projecto de Recuperação da Crise do Norte de Moçambique (PRCNM) – do qual faz parte o PRCD -, está já a ser implementado em alguns distritos da região sul de Cabo Delgado e compreende três componentes: a coesão social e resiliência ao conflito; os meios de subsistência e empoderamento económico; e a reconstrução das infra-estruturas. Prevê-se a sua expansão para o Norte, onde existem já melhorias na segurança local. “A fase crucial será a construção de infra-estruturas públicas e sociais”, explicou Malgorzata Malak.</p> <p> </p> <p>Fonte: https://www.diarioeconomico.co.mz/2023/04/11/negocios/infra-estruturas/cabo-delgado-reconstrucao-de-escolas-destruidas-pelos-terroristas-ja-comecou/</p>